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terça-feira, 26 de março de 2013

O Arsenal Militar da China

A China não só é o país mais populoso do mundo, como também é a nação que detém o maior setor de manufatura. Desde simples brinquedos de plástico a iPhones e até armas dos mais variados tipos são fabricados por lá.
Ambiciosa e determinada, a gigante vermelha vem investindo no crescimento do país de diversas formas. A economia chinesa cresceu 20 vezes nas últimas duas décadas. Agora, querendo dar passos largos, a China resolveu investir pesado em um arsenal bélico avançado.
Conheça o arsenal militar secreto da China 
(Fonte da imagem: Reprodução/The Risky Shift)
Mês passado, a revista americana Popular Science publicou um artigo falando sobre as novidades do PLA (People’s Liberation Army, o braço militar do Partido Comunista da China). Conheça agora as principais aeronaves e mísseis que os chineses vêm desenvolvendo.

Transportador assassino

É difícil prever se o planeta vai se sustentar por muito tempo. Com tantas nações investindo em armamento nuclear, fica complicado saber se algum país poderoso terá coragem de atirar os dados e fazer uma jogada arriscada contra uma nação perigosa. Ocorre, no entanto, que uma terceira guerra talvez não fosse iniciada com um cogumelo gigante.
Conheça o arsenal militar secreto da China 
(Fonte da imagem: Reprodução/Popular Science)
Para se precaver de situações adversas, a China trabalhou em um míssil balístico perfeito para atuar contra embarcações. O DF-21D, também chamado de “transportador assassino” (nome que foi dado ao projétil pelos analistas de defesa dos EUA), não pode ser desativado como outros mísseis do gênero.
Além de ser um armamento móvel (transportado por caminhão), o DF-21D segue uma rota incomum. Depois de ser lançado da costa, o projétil viaja até o espaço para tomar impulso. Ao retornar para o planeta, ele entra na atmosfera com a incrível velocidade de 4.828 km/h e arremessa 589 kg de explosivos no alvo.

Espiões invisíveis

A nação milenar sabe esconder bem seus segredos, tanto é que não há muitas informações sobre o J-20, jato de combate e espionagem que ela vem preparando para eliminar possíveis ameaças. Segundo os detalhes da Popular Science, os analistas acreditam que esta aeronave tem uma tecnologia em sua carcaça para que os radares não consigam identificá-la.
Conheça o arsenal militar secreto da China 
(Fonte da imagem: Reprodução/Popular Science)
O jato de combate criado totalmente pelos chineses deve contar com um compartimento na parte inferior recheado de armas de longo alcance. Não há detalhes sobre a velocidade máxima e o poderio bélico do J-20, porém as grandes nações já estão cientes de que este é apenas o primeiro de uma série de aviões espiões. O J-31 é o segundo da linha, sendo um modelo mais avançado capaz de decolar de um porta-aviões.

A espada negra

Com visual semelhante ao do caça invisível da Força Aérea Americana, o F-117, o “Espada Negra” é um drone (aeronave não tripulada) que foi apresentado em 2006. Até o presente momento, o protótipo ultrassecreto não voltou a aparecer em público, sendo que alguns analistas já não têm mais certeza se ele ainda continua em desenvolvimento.
Conheça o arsenal militar secreto da China 
(Fonte da imagem: Reprodução/Popular Science)
É bem provável que o modelo tenha sido finalizado, mas a China não quer revelar em público sua arma secreta de altíssima velocidade. Conforme a notícia da Popular Science, o avião que deve servir para vigilância pode voltar a aparecer, visto que o PLA está trabalhando para construir 11 bases de drones na costa do país.

O pterodátilo chinês

Em uma guerra de proporções mundiais, uma nação precisa contar com uma frota bem diversificada. Entre os tantos projetos em desenvolvimento, a China vem trabalhando em uma aeronave de ataque para alturas intermediárias. O Pterodactyl I UAV lembra muito o modelo Predator dos EUA.
Conheça o arsenal militar secreto da China 
(Fonte da imagem: Reprodução/Popular Science)
O avião não tripulado deve ser utilizado em combates contra alvos terrestres, visto que, segundo analistas, seu irmão menor, o Soaring Dragon (Dragão Crescente), é voltado à vigilância marítima e missões de reconhecimento de território. Novamente, não é possível ter muita certeza sobre os projetos, uma vez que a China tranca seus planos com sete chaves.

Dragão Divino

Ninguém sabe como será o futuro do planeta, algo que preocupa, em especial, grandes países como os Estados Unidos e alguns tantos da Europa. Não é à toa que muitos vêm investindo em tecnologias para a exploração espacial. É claro que a China não quer ficar de fora dessa corrida pelo domínio do desconhecido, por isso, na dúvida, a gigante vem trabalhando em novas ideias.
Conheça o arsenal militar secreto da China 
(Fonte da imagem: Reprodução/Xinhua)
Depois de tanto adiar, neste ano o país finalmente enviará o Tiangong-1 ao espaço. Conforme a informação do site Space, a chegada do módulo ao local devido será a primeira etapa da instalação da nação na órbita terrestre. Apesar de a finalização da estação espacial chinesa estar programada para 2020, a China já está trabalhando em aeronaves para usar por lá.
A Shenlong Space Plane (também conhecida como Dragão Divino), por exemplo, será um veículo eficiente para ajudar a China a manter seus satélites em órbita. Apesar de parecer uma simples aeronave, essa gigante também poderá contar com algumas “armas” para desabilitar comunicações, navegação e vigilância dos satélites de nações inimigas.
Conheça o arsenal militar secreto da China 
(Fonte da imagem: Reprodução/Popular Science)
Mas você está muito enganado se pensa que todo esse armamento e tecnologia são apenas para exibir que o país tem capacidade para desenvolver muito mais do que simples brinquedos. Em 2007, o coronel YaoYunzhu, da Academia Chinesa de Ciência Militar, anunciou que na próxima década a nação pretende enviar mais de 100 civis e militares para o espaço.

Conquistando o mundo de qualquer forma

Todo esse arsenal que citamos pode não ser usado de imediato, mas a China não está de braços cruzados. Enquanto uma guerra não eclode, o PLA vem trabalhando para criar o caos no mundo virtual. Seguindo os passos dos EUA, a nação do Oriente também criou seu exército cibernético, e não se trata de alguns poucos “hackers”.
Conheça o arsenal militar secreto da China 
(Fonte da imagem: Reprodução/Wired)
O exército chinês conta com nada menos que 130 mil especialistas prontos para sabotar, espionar e hackear quaisquer alvos. Conforme a reportagem da Popular Science, isso pode significar a obtenção de segredos do governo e propriedades intelectuais dos Estados Unidos. Por ora, a China já invadiu alguns computadores relacionados a projetos de aeronaves.
Com tudo isso em jogo, podemos ter quase certeza de que a Terceira Guerra vai acontecer, seja no mundo real ou no virtual. Vamos aguardar para ver o que os Estados Unidos vão fazer quando jogar os dados e puder se mover no campo de batalha. Parece que teremos grandes surpresas de ambos os lados.

Estudo: Veneno de abelhas mata HIV




Descoberta pode levar a gel de uso tópico para evitar a transmissão do HIV.

Abelhas podem ser a chave para a prevenção da transmissão do HIV. Os investigadores descobriram que o veneno da abelha mata o vírus, deixando intactas as células do organismo, o que poderia levar a um gel anti-HIV vaginal e outros tratamentos.

Cientistas da Universidade de Washington School of Medicine, em St. Louis, descobriram que a melitina, uma toxina encontrada no veneno de abelha, fisicamente destrói o vírus HIV, um avanço que poderia levar a medicamentos que são imunes à resistência do HIV.

"Nossa esperança é que em lugares onde o HIV está correndo solto, as pessoas poderiam usar isso como uma medida preventiva para impedir a infecção inicial", Joshua Hood, um dos autores do estudo, disse em um comunicado.

Os investigadores ligaram à melitina nanopartículas que são fisicamente menores do que o HIV, o qual é menor do que as células do corpo. A toxina faz buracos na camada externa do vírus, destruindo-o, mas as partículas não são suficientemente grandes para danificar as células do corpo.

"Com base nesta constatação, propõe-se que as nanopartículas carregadas de meltina são bem adequadas para uso como agentes tópicos vaginais virucidas contra HIV", escreveram eles.

Teoricamente, as partículas podem também ser injetadas numa pessoa seropositiva para eliminar o vírus na corrente sanguínea.

Como a toxina ataca a camada externa do vírus, o vírus é provavelmente incapaz de desenvolver uma resistência à substância, o que pode torná-la mais eficaz do que outras drogas.

"Teoricamente, as nanopartículas de melitina não são suscetíveis à resistência mutacional do HIV visto com terapias padrão", eles escreveram. "Ao desintegrar o envelope lipídico [do vírus] há menos chance de desenvolver resistência às nanopartículas de melitina."

O grupo planeja em breve testar o gel em ensaios clínicos.

Fonte: US News

Ministro da Pesca Marcelo Crivella afirma que o PT ajuda os pobres a dar mais dízimo, e que por isso pastores deveriam aplaudi-lo


Ministro da Pesca Marcelo Crivella afirma que o PT ajuda os pobres a dar mais dízimo, e que por isso pastores deveriam aplaudi-lo

Falando sobre os programas sociais adotados pelo PT no governo federal, durante um evento para pastores evangélicos na última sexta feira (22), o ministro da Pesca Marcelo Crivella (PRB) afirmou que os avanços da economia brasileira proporcionado por tais projetos impactou diretamente no crescimento das igrejas evangélicas no país.
- A nossa presidenta e o presidente Lula fizeram a gente crescer porque apoiaram os pobres. E o que nos sustenta são dízimos e ofertas de pessoas simples e humildes – afirmou Crivella, de acordo com a Agência Estado, ressaltando que as políticas públicas voltadas para a população mais pobre permitiram uma arrecadação maior do dízimo.
- Com a presidenta Dilma, os juros baixaram. Quem paga juros é pobre. Com menos juros, mais dízimo e mais oferta – completou o ministro, que é bispo licenciado da Igreja Universal.
As afirmações de Crivella foram feitas durante a Convenção Nacional das Assembleias de Deus, que reuniu dirigentes e líderes religiosos para traçar as diretrizes da igreja evangélica para os próximos quatro anos. Ao lado do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), que discursou como representante de Dilma, Marcelo Crivella disse ainda que os pastores evangélicos devem aplaudir a presidente Dilma e seu antecessor, Lula, pelos programas sociais.
- A presidenta Dilma disse: não vamos mais explorar o povo. E quando sobra mais dinheiro, o povo evangélico não é o povo que vai para a butique pra comprar roupa de marca. Sabe o que o povo faz? Ele vai mais na igreja, porque tem condições de pagar o metrô e o trem. Ele dá mais oferta, mais dízimo, faz mais caridade. Então nós temos que aplaudir a presidenta Dilma – ressaltou o político e líder religioso.

Conselho da Nasa : Rezar




Charles Bolden, chefe da Nasa, alertou que o melhor conselho a agência espacial dos EUA sobre como lidar com um grande asteróide em direção a Nova York é "rezar".

Charles Bolden, chefe da Nasa, alertou que o melhor conselho a agência espacial dos EUA sobre como lidar com um grande asteróide em direção a Nova York é
Nasa encontrou e está rastreando cerca de 95 por cento dos maiores objetos voadores perto da Terra, aqueles que são 0,62 milhas (1 km) ou mais de diâmetro  Foto: Alamy
Sr. Bolden disse aos legisladores norte-americanos de que a oração era tudo o que os EUA ou qualquer um poderia fazer atualmente sobre asteróides e meteoros desconhecidos que podem estar em rota de colisão com a Terra.
Um asteróide Estima-se que tenham sido cerca de 55 pés (17 metros) de diâmetro explodiu em 15 de fevereiro sobre Chelyabinsk, na Rússia , gerando ondas de choque que estilhaçou janelas e prédios danificados. Mais de 1.500 pessoas ficaram feridas.
Mais tarde naquele dia, um grande asteróide, descoberto no ano passado não relacionada passou cerca de 17.200 milhas (27,681 km) da Terra, mais perto do que a rede de televisão e satélites meteorológicos que cercam o planeta.
Os eventos "servir como prova de que vivemos em um sistema solar ativa com objetos potencialmente perigosos que passam por nosso bairro com freqüência surpreendente", disse o representante Eddie Bernice Johnson, um democrata do Texas.
"Tivemos a sorte de que os acontecimentos do mês passado eram simplesmente uma coincidência interessante, em vez de uma catástrofe", disse EUA Câmara dos Representantes Ciência presidente do Comitê Lamar Smith, republicano do Texas.
Sr. Smith chamou uma audiência na terça-feira para saber o que está sendo feito e quanto dinheiro é necessário para melhor proteger o planeta.
Nasa encontrou e está rastreando cerca de 95 por cento dos maiores objetos voadores perto da Terra, aqueles que são 0,62 milhas (1 km) ou mais de diâmetro.
"Um asteróide desse tamanho, um quilômetro ou maior, poderia plausivelmente acabar civilização", conselheiro científico da Casa Branca John Holdren disse aos legisladores na mesma audiência.
Mas apenas cerca de 10 por cento dos cerca de 10 mil potenciais "cidade-killer" asteróides, aqueles com um diâmetro de cerca de 165 pés (50 metros), foram encontrados, o Sr. Holdren acrescentou.
Em média, os objetos desse tamanho são estimados para atingir a Terra uma vez a cada 1.000 anos.
"A partir das informações que temos, não sei de um asteróide que vai ameaçar a população dos Estados Unidos," o Sr. Bolden disse. "Mas se ele está vindo em três semanas, orar".
Além de intensificar os seus esforços de monitoramento e construção de parcerias internacionais, a Nasa está olhando para desenvolvimento de tecnologias para desviar um objeto que pode estar em rota de colisão com a Terra.
"As chances de uma greve de objeto próximo à Terra, causando enormes baixas e destruição de infra-estrutura são muito pequenas, mas as potenciais consequências de um evento como esse são tão grandes que faz sentido assume o risco sério", disse o Sr. Holdren.
Cerca de 66 milhões de anos atrás, um objeto de 6 milhas (10 km) de diâmetro se acredita ter esmagado ao que é hoje a Península de Yucatán, no México, levando à morte dos dinossauros, assim como a maioria das plantas e vida animal na Terra.
O asteróide que explodiu sobre a Rússia no mês passado foi o maior objeto para atingir a atmosfera terrestre desde o evento de Tunguska 1908, quando um asteróide ou cometa explodiu sobre a Sibéria, nivelando 80 milhões de árvores por mais de 830 quilômetros quadrados (2.150 quilômetros quadrados).
Fonte: Reuters

segunda-feira, 18 de março de 2013

Russos concluem a perfuração do lago Alienígena na Antártida


A água mais pura da Terra vai começar a jorrar. É que os cientistas russos conseguiram penetrar o lago subterrâneo Vostok, na Antártida, isolado do resto do planeta há pelo menos 14 milhões de anos.O trabalho de perfuração de mais de 3.600 metros de gelo teria terminado no domingo (5), segundo a agência de notícias russa Ria Novosti. Os cientistas tinham parado a perfuração na semana passada.A análise do material retirado da água, que permanece em estado líquido por causa do calor do interior do planeta e da pressão do gelo, pode oferecer pistas sobre a vida na Terra há milhões de anos e sobre condições encontradas fora do planeta, como nas luas de Júpiter. LAGO ‘ALIENÍGENA’
Estima-se que o lago Vostok, mantido em estado líquido pela pressão e pelo calor interno da Terra, esteja isolado do resto do planeta há cerca de 14 milhões de anos. Daí o interesse por ele: sabe-se lá que criaturas podem ter sobrevivido e prosperado num ambiente tão diferente do que conhecemos na superfície. Imagina-se que o lago tenha mais semelhança com o ambiente encontrado em Europa, uma das luas de Júpiter, do que com a Terra. “É tentadora a analogia entre o Vostok e o oceano subsuperficial de Europa”, afirma Eduardo Janot Pacheco, astrônomo do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP. Verificar o que existe vivo no Vostok é uma forma de especular sobre a possibilidade de haver vida em luas geladas como Europa. Isoladas da luz solar, as criaturas que habitam esses ambientes têm de viver dos poucos nutrientes que ali existem. Os russos têm perfurado o gelo que cobre o Vostok há muito tempo. Mas em 1998, a cem metros de onde começa a água, eles foram obrigados a interromper o trabalho. A preocupação da comunidade internacional era a de que a perfuração contaminasse o lago com microrganismos de fora, eliminando o potencial para descobertas e prejudicando o ecossistema que pode existir lá. Só em 2010, após desenvolverem um novo protocolo de segurança, os russos puderam prosseguir. Na semana passada, a equipe liderada por Valery Lukin reportou a colegas americanos, por e-mail, que estava nos 20 a 30 metros finais. O último contato entre russos e americanos aconteceu na segunda-feira. Desde então, a equipe antártica vinha se mantendo em silêncio, o que gera apreensão no resto do mundo.
O QUE PODE DAR ERRADO
Há a pequena possibilidade de que a súbita liberação da pressão do lago gere um gêiser gigante. Além disso, os cientistas correm contra o tempo: as perfurações só podem ser feitas durante o verão antártico, que está no fim. No inverno, as temperaturas inviabilizam os trabalhos. Tudo faz parte de um aprendizado que pode ser útil para explorar recantos inóspitos do Sistema Solar. “Esse é um grande ensaio técnico para perfurar capas de gelo em Europa”, diz Cassio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), em São José dos Campos (SP). O interesse maior da pesquisa, no entanto, diz respeito à biologia e à evolução da vida. “As formas de vida que estão para ser descobertas se isolaram do mundo há 20 milhões de anos”, afirma. “De lá para cá, como evoluíram? Esses seres serão o paradigma a ser procurado em ambientes extraterrestres.”

Construção de um acelerador de elétrons em Campinas




Agência FAPESP – Deve começar ainda este ano, no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, a construção do novo acelerador de elétrons de terceira geração, batizado de Sirius.

Capaz de emitir radiação com maior brilho e gerar imagens com mais resolução que o atual, de segunda geração, o equipamento poderá atrair para o país cientistas de destaque no cenário internacional, como a israelense Ada Yonath – vencedora do Nobel de Química em 2009 por seu trabalho sobre a estrutura e a função dos ribossomos – ou o americano Brian Kobilka – premiado em 2012 pela descoberta de um novo receptor celular –, afirmou Antonio José Roque da Silva, diretor do LNLS.

“Será uma facilidade aberta que atenderá às mais diversas áreas da ciência, desde medicina, biofísica, biotecnologia, biologia molecular e estrutural, até paleontologia, ciências dos materiais, agricultura e nanotecnologia. Se o equipamento estiver realmente no estado da arte, vai atrair pesquisadores de ponta de todo o mundo”, disse.

Desde 1997, no LNLS, está aberto para uso em pesquisas externas um acelerador de elétrons de segunda geração. Atualmente, o laboratório está subordinado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e conta com 16 estações experimentais, também chamadas linhas de luz, que atendem em torno de 500 grupos de pesquisa por ano.

Uma parte dos equipamentos das estações experimentais foi adquirida durante projetos apoiados pela FAPESP, como a linha de luz para biologia molecular estrutural (MX2) e equipamentos para a linha do wiggler supercondutor.

Único na América Latina, o síncrotron é capaz de emitir radiação de alto brilho em diversas frequências, desde infravermelho até raios X. Isso permite estudar a estrutura atômica que compõe os mais diversos materiais e descobrir como se distribuem espacialmente e como estão interligados.

“Para entender a diferença entre os raios X emitidos por uma máquina comum usada na medicina e a radiação emitida pelo síncrotron, podemos comparar o feixe de luz de uma lanterna com o de uma ponteira a laser, que tem divergência muito menor”, explicou Roque da Silva.

De acordo com o diretor do LNLS, a mesma analogia pode ser usada para comparar o feixe de fótons emitido por um acelerador de segunda e um de terceira geração.

A energia final dos elétrons será mais do que o dobro da atual, que é de 1,37 GeV (gigaelétron-volt). Além de gerar mais intensidade de luz, o Sirius também ampliará sua faixa de alcance para os raios X duros (o penúltimo no espectro eletromagnético, atrás dos raios gama). Isso permitirá penetrar estruturas mais espessas.

“Hoje, ao estudar as propriedades do aço, por exemplo, só é possível penetrar na camada mais superficial do material. Com o novo acelerador conseguiríamos atingir de fato o volume e aprender como os átomos estão organizados”, contou Roque da Silva.

A menor divergência do feixe de fótons, por sua vez, aumentará a resolução das imagens, possibilitando a realização de medidas de microscopia com precisão nanométrica. “Será possível gerar imagens tridimensionais de uma célula e de suas organelas”, contou.

Na fronteira

Segundo o diretor do LNLS, em julho ficará pronto o projeto executivo do novo acelerador, que contém todas as informações de arquitetura e infraestrutura necessárias para o início das obras. Estão previstas a construção de até 40 estações experimentais – quase o triplo da capacidade atual.

“O projeto conceitual está concluído. Originalmente ele já era competitivo em relação aos outros síncrotrons de terceira geração, mas o comitê internacional de avaliadores nos desafiou a fazer um projeto ainda mais arrojado. Agora ele traz uma série de inovações que o colocam, de fato, na fronteira tecnológica”, afirmou Roque da Silva.

Enquanto os demais equipamentos do tipo usam o sistema de eletroímãs, o Sirius será inteiramente baseado no sistema de ímãs permanentes, o que reduz a necessidade de cabos de alimentação.

“Também fizemos mudanças drásticas na rede magnética e na câmara de vácuo. O feixe de luz do Sirius estará entre os de maior brilho no mundo”, afirmou Roque da Silva.

O custo previsto do projeto, estimado para terminar em 2016, é de R$ 650 milhões. Até o momento, segundo Roque da Silva, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) já investiu cerca de R$ 55 milhões.

“O MCTI considera o Sirius como um dos projetos prioritários para o país e o apoio tem sido crescente. Mas também estamos buscando outros parceiros”, contou Roque da Silva.

O projeto também conta com apoio do governo do Estado de São Paulo, que se comprometeu a fazer a desapropriação do terreno de 150 mil metros quadrados onde será construído o acelerador – ao lado das atuais instalações do LNLS.

“A construção do Sirius será, sem dúvida, uma das ações mais importantes do ponto de vista da internacionalização da ciência. O poder de nucleação de um laboratório desse porte é enorme”, avaliou Roque da Silva.